Só é vencido quem desiste de lutar

27
Mai 10

Estamos a viver um momento importante para o nosso futuro colectivo em que o início dos trabalhos conducentes à definição da estratégia em que irá assentar a Política Agrícola Comum no período 2013-2020, nos obriga a estar atentos e a disponibilizar os contributos para um processo que deve ser partilhado e obter um consenso alargado.

Considerando a multifuncionalidade associada aos espaços rurais, a crescente relevância que exercem no contexto do desenvolvimento económico e social dos países e o papel que estas regiões podem e devem desempenhar na resolução dos muitos problemas que a actual crise financeira veio evidenciar, entendemos que é fundamental o reconhecimento da sua importância consubstanciado no reforço da expressão que actualmente assume o 2º pilar da PAC, o Desenvolvimento Rural.

Estes são espaços de oportunidades, económica e socialmente viáveis, que devem ser merecedores da melhor atenção por parte das políticas futuras.

Pela experiência detida na dinamização de projectos de desenvolvimento local e rural, somos defensores das estratégias que emanam de quem conhece em profundidade as realidades e especificidades locais e da implementação de instrumentos de política alicerçados na participação dos parceiros locais, que devem estar reunidos em torno de uma parceria forte e coesa. A aplicação do princípio da subsidiariedade garante uma optimização dos resultados obtidos.

Neste aspecto a consolidação da metodologia LEADER, que tão bons resultados tem sido capaz de produzir, é um património que deve ser preservado. Depois de quase 20 anos a promover competências que se fixaram nos Territórios, ganhando confiança junto das populações, torna-se “obrigatório” que o capital adquirido pelas Associações de Desenvolvimento Local seja rentabilizado e que estas estruturas da sociedade civil tenham uma intervenção mais forte e activa não apenas nos processos de desenvolvimento rural, mas também em outras áreas e sectores importantes para estas regiões e para a coesão nacional.

Neste período foi possível enraizar e consolidar modelos de intervenção, assentes em parcerias alargadas e participadas em que as várias sensibilidades dos territórios estão representadas e contribuem, em conjunto, para alcançar objectivos comuns que vão ao encontro das reais necessidades das pessoas e da promoção do seu bem-estar.

 

* Excerto da intervenção proferida na "Mostra Saberes e Sabores da Nossa Terra"

publicado por miguelventura às 22:58
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01
Mai 10

 

 

Apesar das notícias que nos chegaram sobre a situação económica e financeira que afecta Portugal e a Europa, esta semana concretizaram-se importantes obras e obteve-se a confirmação de intervenções essenciais para o desenvolvimento da nossa Região.

A conclusão da abertura ao tráfego do troço do IC 6 entre a Catraia dos Poços e o Poço do Gato traduz-se no maior investimento em acessibilidades alguma vez concretizado neste Território, que vem beneficiar um significativo numero de pessoas dos Concelhos de Arganil, Tábua, Oliveira do Hospital e Seia que não só ficam mais perto entre si, como aumenta a sua proximidade dos principais eixos rodoviários do País.

Por outro lado, a confirmação de que a Subconcessão do Pinhal Interior vai avançar rapidamente, estando já garantido o financiamento para a sua execução, o que significa que o novo traçado da E.N.342 irá ser uma realidade muito brevemente, favorecendo os Concelhos da Lousã, Góis e Arganil.

Com estes investimentos, que se devem à determinação e ao empenho colocados pelo Secretário de Estado das Obras Publicas, Dr. Paulo Campos, a Região da Beira Serra ganha uma nova centralidade e um importante impulso para o seu desenvolvimento sócio-económico, sendo igualmente fundamental para o bem-estar destas populações, que passam a sentir-se cidadãos de pleno direito do nosso País, porque vêem os seus direitos serem reconhecidos.

Para que a verdadeira coesão territorial seja concretizada, é então fundamental a concretização das vias que estão previstas na concessão rodoviária da Serra da Estrela, que prevê novas ligações à A25 e à Covilhã, as quais irão construir uma nova rede de acessibilidades entre as principais cidades da Região Centro, permitindo que estes Concelhos alcancem uma importância estratégica relevante no contexto regional, com as vantagens que daí advém. 

publicado por miguelventura às 00:01
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