Só é vencido quem desiste de lutar

08
Abr 14

Decorreu no Algarve mais uma edição do Rali de Portugal, prova pontuável para o Mundial, que naturalmente trouxe à memória os gloriosos tempos em que Arganil e região andava nas “bocas do mundo” por ser palco das melhores classificativas do Mundial de Ralis.

Muito se tem falado sobre o regresso deste evento ao seu “habitat natural”, o Centro e Norte de Portugal, aproximando-o dos aficionados e dos locais que ainda hoje fazem parte da sua história e em muito contribuíram para que durante vários anos tivesse sido considerado como o melhor Rali do mundo.

Quem já não ouviu falar da Casa do PPD, do Alqueve, Selada das Eiras ou da Lomba e não relaciona de imediato estas aldeias ou locais com a passagem dos Ralis por Arganil?

É, pois, com enorme expectativa e ansiedade que toda a Região aguarda pela esperada decisão do ACP sobre qual a zona em que se irá disputar o Rali do Portugal 2015, sabendo-se que a sua mudança para norte é uma séria possibilidade, dado o consenso alargado em torno de tal opção, no qual participa a própria FIA.

Aliás, convém recordar que esta alteração só não foi concretizada em 2014 por falta de compromisso político na cidade do Porto, como foi imposto pelo ACP. Uma vez mais os interesses das grandes urbes do litoral condicionaram o desenvolvimento do Interior.

Quanto aos Municípios da Beira Serra é publica a sua disponibilidade para afectar parte dos seus já parcos recursos para os custos associados ao regresso do Rali de Portugal a esta região, tal é a sua importância para a sua própria coesão territorial.

Está provado que o investimento que necessariamente tem de ser efectuado apresenta um elevado retorno, tanto pelo impacto que exerce directamente na economia local como na sua promoção e notoriedade externa, sem esquecer o contributo para a auto-estima das populações que recordam vivências e experiências antigas.

Sendo unânime que o sector turístico tem margem para reforçar a sua importância no desenvolvimento económico da Região, e que esta se quer afirmar com um destino turístico de qualidade com elevada capacidade de atracção de turistas e visitantes, é fundamental aumentar a sua visibilidade externa e valorizar os seus factores distintivos, o que passará, entre outras soluções, pela realização de grandes eventos internacionais, como é o caso do Rali de Portugal.

Uma certeza existe: a região, através dos seus agentes económicos e sociais e da própria população, está unida e mobilizada para receber, com a hospitalidade que lhe é característica, um dos maiores acontecimentos desportivos que se realiza em Portugal.

Resta-nos o desejo de que em Abril de 2015 a Serra do Açôr e os seus habitantes voltem a sentir as emoções do Mundial de Ralis.

 

Publicado no Diário de Coimbra em 08.04.2014

publicado por miguelventura às 20:00
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