Só é vencido quem desiste de lutar

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Jun 15

É comummente aceite que, para garantir a sua sobrevivência, os Territórios rurais têm necessidade de realizar um esforço adicional para se imporem num contexto global cada vez mais competitivo, económica e socialmente, afirmando-se como espaços de futuro, numa atitude alicerçada no reconhecimento dos elementos que constituem a sua própria identidade, distinguindo-os pela qualidade.

Com base nesta consciência colectiva, a Beira Serra definiu como estratégica a aposta nos produtos locais de qualidade e a promoção dos mercados de proximidade, a concretizar no âmbito do DLBC.

Vem este tema a propósito da realização da Feira das Freguesias de Arganil e do 5º aniversário da Mostra da Nossa Terra em Oliveira do Hospital, iniciativas que decorreram nos últimos dias e que já alcançaram uma elevada notoriedade no calendário de animação da Região.

Cada qual com a sua especificidade, resulta destes eventos uma vontade comum, em divulgar o que de melhor a Região tem para oferecer, abrindo novas oportunidades de negócio facilitadoras do escoamento das produções agro-alimentares.

Estas são, sem dúvida, acções em que o “local” está verdadeiramente enraizado, já que, para além de produtores, congregam em si um conjunto de Associações que, de forma voluntária, se empenham em preservar os sabores e os saberes tradicionais da Região, garantindo que os mesmos são transmitidos às gerações vindouras.

Como corolário de todo este trabalho e para atestar que estas iniciativas contribuem decisivamente para a concretização dos objectivos associados à sua génese e às estratégias territoriais, torna-se essencial conhecer o real impacto que as mesmas exercem a nível local, ou seja, efectuar uma adequada avaliação da actividade promovida.

Quanto aos aspectos qualitativos inerentes à sua influência sobre o tecido social e cultural, estes são mais complexos de mensurar, já que os efeitos, por certo positivos, são sentidos ao nível das dinâmicas locais produzidas e do grau de envolvimento das respectivas comunidades na sua concretização, não sendo de percepção imediata.

Já no que se refere aos resultados económicos, sendo mais objectiva e célere a sua quantificação, importa saber quantos foram os produtores envolvidos e as suas condições de produção, quais os produtos comercializados, o volume de negócio alcançado, as perspectivas de futuro e as dificuldades encontradas, de modo a estruturar o sector com base no conhecimento da realidade e a criar condições para aumentar a sua capacidade de gerar mais riqueza e emprego no Território.

Associado à componente meramente recreativa, também de relevante importância, é este trabalho de afirmação da vocação e do potencial económico do Território que se deve apresentar como marca da sua realização, demonstrando que as soluções estão próximas e ao nosso alcance e que o esforço do investimento é recompensado.

 

Publicado no Diário de Coimbra em 16.06.2015

publicado por miguelventura às 20:00
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