Só é vencido quem desiste de lutar

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Na passada semana foi instalado o Conselho Municipal de Juventude (CMJ) de Góis num acto repleto de simbolismo pela importância que os jovens representam na construção do futuro colectivo dos territórios de baixas densidades.

Foi gratificante assistir a uma sessão emoldurada com mais de 100 jovens, representando as organizações do Concelho que se dedicam à promoção de iniciativas cívicas, culturais, desportivas e sociais, dirigidas à população mais jovem, contrariando de algum modo a ideia de que estas Regiões se circunscrevem a um enorme “Lar de Idosos”.

Com a instalação do CMJ de Arganil, que se prevê possa ocorrer em breve, todos os Concelhos da Beira Serra ficam dotados destas estruturas mentoras da participação cívica dos jovens, que devem gerar novas dinâmicas decorrentes do espírito criativo e empreendedor que os caracteriza, constituindo-se como um estimulo à promoção do associativismo juvenil, do voluntariado e da solidariedade.

A instituição destes fóruns de partilha e fomento da discussão em torno de interesses comuns, tem de resultar na adopção de políticas municipais de juventude, alicerçadas em Planos Municipais elaborados com forte envolvimento dos jovens, visando responder às questões prioritárias colocadas por esta população, no sentido de a incentivar e motivar a colaborar nos processos de desenvolvimento das suas comunidades e a edificarem os seus projectos de vida com base no potencial que estas regiões oferecem.

Com satisfação verificamos que algumas iniciativas que emergiram dos CMJ estão já a ser experimentadas em Oliveira do Hospital e Tábua, demonstrando que tal é possível.

O Orçamento Participativo Jovem como modelo de co-responsabilização dos jovens na execução de intervenções por si propostas e financiadas através do orçamento municipal, reforça a proximidade entre eleitos e eleitores e promove o exercício de uma cidadania activa por parte deste grupo da população, envolvendo-o na gestão dos próprios recursos públicos que são colocados à sua disposição.

Outro exemplo de boas práticas é o Concurso de curtas metragens na área da preservação ambiental que teve como objectivo estimular o espírito critico dos jovens através da produção audiovisual, alertando para a riqueza do património natural da Região, enquanto factor determinante para a sustentabilidade do Território.

Os CMJ mais do que um sinal de reconhecimento dos Municípios para com o papel decisivo que os jovens exercem na concepção das politicas de juventude, devem contribuir para os envolver na edificação de uma Região mais atractiva, mais competitiva e com maior prosperidade, ultrapassando os estigmas do envelhecimento e do despovoamento que infelizmente perseguem os territórios rurais.

 

Publicado no Diário de Coimbra em 18.11.2014

publicado por miguelventura às 20:00
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