Só é vencido quem desiste de lutar

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O Associativismo surge como uma expressão de organização colectiva que permite alcançar objectivos comuns, devendo ser visto como plataformas de partilha, de estabelecimento de intercâmbios e de expressão da solidariedade.

Nas sociedades actuais sente-se uma permanente necessidade de viver o colectivo, de reforçar os laços sociais que garantam a coesão e a integração dos indivíduos, sendo a capacidade de intervenção associativa de uma comunidade um relevante sinal do seu nível de cultura democrática.

O estímulo para uma crescente participação das populações advém do incentivo para que a mesma trabalhe colectivamente, actue como um todo, saiba gerir as diferentes sensibilidades, no sentido de encontrar soluções para os problemas e evitar situações que os agravem ao ponto de os tornar irresolúveis.

A este nível, a revitalização de territórios cuja acção se baseia na abordagem LEADER assente na autonomia de decisão, na inovação, numa lógica ascendente, participada, com uma missão de cariz solidário, em proximidade e cooperação, está na essência das Associações de Desenvolvimento Local que têm assumido um importante papel mediador entre as funções do Estado e do livre mercado, respondendo a necessidades que não são cobertas por qualquer destes sectores.

O seu papel é imprescindível para promover a união das comunidades em torno de interesses e vontades comuns, reforçando a sua capacidade reivindicativa e a sua força colectiva. Juntos fazemos mais e melhor.

A contratualização entre o Estado e as Organizações da Sociedade Civil para a implementação de actividades especificas, surge assim como um modelo mais eficaz de prestar serviços básicos às populações, contornando a lógica assistencialista que tradicionalmente está associada a esta relação.

Mas para isso é fundamental que cada comunidade tenha o seu projecto e ideal. Um projecto que conduza e oriente a sua acção, encaminhando-a num sentido claro e directo, demonstrativo da sua competência na crescente rentabilização dos escassos recursos que tem à disposição.

Estas Associações, face à sua experiência na construção e implementação de estratégias locais participadas, devem ser merecedoras da confiança do Estado no processo de gestão de políticas públicas que estarão em vigor no período 2014-2020, contribuindo deste modo para a consolidação de um desenvolvimento harmonioso e integrado que garanta a sustentabilidade dos territórios.

O futuro constrói-se “com” e não “para”, pelo que a participação activa dos actores locais e dos cidadãos é fundamental para o engrandecimento e reforço da coesão do todo nacional, dando forma aos princípios do DLBC – Desenvolvimento Local de Base Comunitária como metodologia de aplicação dos Fundos Europeus Estruturais e de Investimento.

 

Publicado no Diário de Coimbra em 14.01.2014

publicado por miguelventura às 20:00
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