Só é vencido quem desiste de lutar

30
Dez 14

Aproximando-se o início de um novo Ano, formulo votos que o mesmo possa representar a concretização das ambições e as expectativas que cada um aspira para a sua vida pessoal, familiar e profissional.

A situação que o País vive e que afecta os portugueses continua a criar descrença nos cidadãos, muito em especial nos que mais sofrem e aguardam ansiosamente por dias menos sombrios, a partir dos quais lhes seja devolvida uma maior dignidade à sua vida.

É consensual que a criação de emprego é o principal factor que contribuirá para esse desiderato, pelo que é determinante por um lado estimular a actividade económica e por outro capacitar as pessoas com as competências requeridas para responder às exigências que lhes são propostas.

Com a entrada em vigor do Portugal 2020, em que a prioridade está direccionada para a competitividade da economia e para o emprego, estão definidas algumas medidas facilitadoras da concretização de iniciativas empresarias e para projectos de formação e qualificação que ajudarão a atingir os objectivos propostos.

Contudo, a disponibilidade de meios financeiros não é, por si só, a chave para a resolução deste grave problema da nossa sociedade.

Esperança e confiança são atributos que se exigem a todos quantos almejam ultrapassar as condições em que se encontram na actualidade.

Esperança de que as políticas publicas a implementar sejam efectivamente direccionadas para a resolução dos problemas dos portugueses, colocando-os no topo das suas prioridades, ajudando a criar um ambiente mais optimista em que sejam esbatidas as diferenças e ultrapassadas as discriminações que, infelizmente, continuam a alastrar. Esperança de que um olhar diferente, mais solidário e mais justo, sobre a realidade actual, seja efectivamente concretizado.

Confiança porque temos de acreditar em nós próprios, nas capacidades e competências que cada um possui e sobretudo na nossa capacidade criativa para superar as dificuldades e tornar realidade as ambições que legitimamente identificamos e definimos para o nosso futuro individual e colectivo.

É um erro interiorizar que dependemos exclusivamente da acção de terceiros, em que apenas outros têm responsabilidades em resolver as contrariedades que nos afectam. Pelo contrário, há que ter consciência que é em cada um de nós, nas nossas escolhas e no que somos capazes de fazer e de construir, que se encontra a outra chave necessária para abrir a porta que dá acesso à prosperidade e a uma melhor qualidade de vida.

Que o ano 2015 se baseie nestas premissas e que, com persistência, determinação e optimismo, saibamos todos, e em conjunto, trilhar o caminho do sucesso e da felicidade.

 

Publicado no Diário de Coimbra em 30.12.2014

publicado por miguelventura às 20:00

16
Dez 14

No âmbito do Concurso para pré-qualificação das Parcerias responsáveis pela implementação do instrumento Desenvolvimento Local de Base Comunitária (DLBC), os Territórios estão a organizar-se e a elaborar as suas propostas de intervenção para o período 2014-2020.

Este deve ser um processo amplamente partilhado, pelo que a mobilização e envolvimento dos actores locais é determinante para que se atinjam os objectivos definidos, nomeadamente a concepção de uma estratégia de desenvolvimento reconhecida e que responda às verdadeiras necessidades e problemas das Regiões onde será concretizada.

Por isso, a Beira Serra está convocada para participar activamente nas várias iniciativas dinamizadas pela ADIBER, durante as quais se pretende auscultar os parceiros e recolher as suas ideias e opiniões, constituindo-se esta como uma excelente oportunidade para demonstrar o empenhamento colectivo na identificação de qual o caminho a trilhar no futuro.

Contudo, temos consciência que este não será um percurso marcado por facilidades.

Alguns aspectos da programação que vão sendo conhecidos têm provocado preocupação a quem acompanha o decurso das negociações pelo facto de poderem criar novos constrangimentos ao trabalho de proximidade construído ao longo dos últimos anos.

Neste quadro, é importante garantir que a autonomia do poder de decisão se mantenha no seio dos Grupos de Acção Local, sem necessidade de intervenção directa de outras Entidades.

Por outro lado, os montantes disponibilizados poderão ser insuficientes para o muito que ainda há a fazer, nomeadamente para a promoção do crescimento económico alicerçado em empresas que, através do aproveitamento do potencial endógeno instalado, possibilitem a criação de empregos sustentáveis e qualificados.

Contudo, o desenvolvimento integrado dos territórios não se limita à competitividade do seu tecido económico, porquanto o reforço do Associativismo e da Acção Social ainda são prioritários para a melhoria da qualidade de vida das pessoas. É, pois, fundamental considerar estas tipologias de investimento no âmbito da intervenção do DLBC.

O encerramento do anterior Programa aconteceu há mais de um ano, pelo que este processo deverá decorrer de forma célere, evitando um vazio demasiadamente prolongado com consequências negativas na consolidação do trabalho desenvolvido e na própria confiança dos investidores.

Com a recente aprovação por parte da Comissão Europeia dos Programas que integram o Portugal 2020, é expectável que algumas destas apreensões possam ser ultrapassadas, abrindo-se novas perspectivas para o progresso e coesão dos territórios rurais.

A todos os leitores endereço os votos de um Santo e Feliz Natal.

 

Publicado no Diário de Coimbra em 16.12.2014

publicado por miguelventura às 20:00

02
Dez 14

A publicação do ranking nacional das Escolas, baseado nos exames dos seus alunos, determinou uma evolução muito significativa da Escola Secundária de Arganil no que constitui mais um motivo de orgulho para toda a Comunidade Educativa que, em conjunto, contribuiu para que a mesma seja uma realidade.

O resultado alcançado, que coloca este Estabelecimento entre as melhores Escolas publicas do País ao nível do 12º ano, não é estranho para quem acompanha a dinâmica imprimida ao Agrupamento de Escolas nos últimos anos, não apenas em termos da qualidade do ensino que pratica, mas também por uma abertura da Escola à Sociedade arganilense, gerando uma maior interacção dos alunos com o meio envolvente.

Por outro lado, a aposta na concretização de Projectos transnacionais, os quais têm sido marcados por sucessivos êxitos, permite abrir novas perspectivas a todos os que neles participam, pelo contacto com realidades diferentes e metodologias de trabalho distintas, incutindo-lhes um espírito associado à inovação e ao conhecimento, essencial enfrentar o mundo competitivo que os aguarda.

Este reconhecimento deve servir de motivação para que também os níveis do Ensino Básico (4ª, 6º e 9º anos), cujos resultados não foram tão expressivos, possam atingir igual distinção, numa demonstração das capacidades dos alunos e de que é possível fazer um trabalho de excelência num território de Interior.

Contudo, há alguns aspectos evidenciados nos estudos publicados que fazem reflectir.

Por um lado, a percentagem de alunos carenciados, sendo significativa no caso de Arganil, deverá constituir um fundamento para a implementação de mecanismos locais de apoio que incentivem estes jovens a prosseguir os estudos de nível superior, independentemente da condições económicas das suas famílias. Não se pode desperdiçar o esforço e o investimento efectuado, condicionando não só o futuro dos jovens, mas também o da própria Região pela manifesta necessidade em ter disponíveis quadros dotados de maiores qualificações.

Por outro lado, o facto dos estabelecimentos de ensino privados continuarem a liderar estes rankings significa que a Escola Publica continua a não merecer a atenção devida, sendo marcada pela desvalorização do importante papel que desempenha na formação e qualificação de milhares de crianças e jovens, pelo que é um imperativo a mudança de paradigma a este nível, para que todos tenham acesso às mesmas oportunidades e a um ensino de qualidade.

Que o Agrupamento de Escolas de Arganil seja um exemplo do que de bom a Escola Publica representa para uma pequena Comunidade, quanto mais não seja pelo elevar da auto-estima dos cidadãos que se revêem nos estimulantes resultados alcançados.

 

Publicado no Diário de Coimbra em 02.12.2014

 

publicado por miguelventura às 20:00

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